Julho 10, 2011

No me sea indiferente

me despeço da noite - desta noite que sei longa em outro peito - com a lembrança de versos que são quase uma oração. a voz ?que fique na memória de uma apresentação de 1991 de Mercedes Sosa e Léon Gieco

Sólo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacío y solo sin haber hecho lo suficiente.
(...)
Sólo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.
Sólo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
(...)
Sólo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado está el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.
 

um mundo órfão

Perdas nunca foram por aqui - em mim - de fácil digestão. Nunca.
Sou capaz de sentir a perda do vizinho pulsando em mim. Me coloco ali, respiro, dói. Não ouso dizer que tanto quanto; mas muito.

E perdas por morte me tiram o chão.
Me sinto órfã igual. Me sinto eco de uma dor mesmo quando soa longe.
Do último ano pra cá foram muitas. Muitas de perto. Família, amigos, família de amigos, amigos de amigos, amores de amigos - e tudo fica meio em carne viva.
- uma introdução grande demais para justificar(?!) um post sobre a orfandade do mundo.

Neste final de semana um grande amigo do meu pai perdeu um filho. Um cara de 21 anos! Um cara que recém-começou a ser enxergado como adulto - o que ele já fazia muito bem. Ser. Ser adulto, filho, profissional, irmão, voluntário.
O conhecia de longe. Seus pais um pouco mais de perto. Mas o vazio na voz do meu pai, me faz ficar mais perto do vazio que faz a falta desse filho.

como compreender essa dor? como abrandar, dizer que vai passar? não vai. não passa. já se sabe pelo o que se lê, se ouve falar. ela - a dor - muda, mas não passa.

um mundo de pais órfãos de filhos
um mundo de netos sem avós cedo demais
um mundo em que se cresce no susto
...
agora, é só lamento
e um tempo
um silêncio
uma noite que pede cuidados e oração - seja pra Buda, pros anjos, pra Deus; seja Ele como for. Mas, que seja, um alento.

Julho 09, 2011

dia de abraços e beijinhos sem ter fim

amanhã é o aníver da Reka.
que agora - diz ela, tá cada vez mais perto de nós
do Rio seguiu pra Pindamonhangaba; um lugar com nome que sempre soa como cenário de piada
Mas existe de verdade. tsc E pelo o que soube também tem uma turma boa de gente bonita, elegante e sincera! Coisa boa. Bom lugar pra se viver e ser feliz. É isso. Taí. Um excelente lugar para ser o novo código postal da Came (camela, para os íntimos; do tipo, aquela que trabalha pacas, que aguenta qualquer parada - mesmo ou principalmente quando é furada. depois explico: são anos de que fazemos - nós 3: a Vál, a Reka e eu - jus à essa fama. Mas parece que, enfim, isso ficou para trás!)

Voltando então: esse postim segue com laço de fita - como mimo desse dia.
Reka, o que a gente daqui que te ama de montão é que o seu dia tenha cobertura de bolo e cheirinho de fruta vermelha ;o)

Pra você, só pra você, Renate Marie - uma comemoração de papel colorido - a mais especial que se pode ter!


Paper Cut Party Hats  via blog Meet me at Mikes by Adelaide fella Stuart McLachlan e eu ;o)

Maio 18, 2011

porque tudo é - e pode ser tão mais simples!

A boa e velha coluna do Bombou na web da Revista Época sempre pode trazer gratas e inspiradoras surpresas. Foi assim na do dia 16 de maio, quando relata que o vídeo mais visto da semana - com mais de 7 milhões de acessos! - foi o primeiro french kiss de Elliot e Bowie.
dá uma escapadinha para ver o vídeo (imperdível!) - link no título desse post
Why did you kissed me?
I kissed you ´cause I like you / I kissed you ´cause you like me...


(...)
logo eu que, andava pensando que viver feito gente grande era para profissionais...
me desmanchei ao ser lembrada por esses dois, que tudo é e pode ser tão mais simples (!)
o amor, a alegria e a felicidade encontram caminhos - mesmo que ao lado tenha alguém que diga (repetidas vezes) "no more, Elliot. No more."




Maio 06, 2011

E a Luna cresceu

hoje a Luna faz 1 aninho. O seu / nosso primeiro ano de vida.
Já pensou? Passou tão depressa que as tias daqui nem piscaram e a Luna já tinha nascido e crescido.

Luna, fomos nós duas, as tias corujas daqui, as primeiríssimas a saber que você estava na barriga da sua mãe e, sabe do que mais? Quando soubemos, no meio da Visconde de Pirajá, gritamos e comemoramos tanto, que quase fomos atropeladas! Do outro lado da calçada queríamos saber tudo: desde quando? tá com fome? sede? sono?quer sentar?
Você chegou quando ninguém esperava e fez uma reviravolta. Daquelas cheia de detalhes que só cabem em história comprida.
Um filhote chegando pra mexer com a vida de todo mundo. D-lícia.
Coisa boa também é ver você crescer - pena que seja por foto! - a carinha da sua mãe. Dá um gostinho a mais. Ver você filhote com cara da mãe Maryse. A nossa Má. A sua mãe.
(mesmo que o seu pai ainda procure alguma coisa em você que pareça com ele rsrsrssr)

Luninha o que a gente torce de dedo cruzado por aqui, é que você cresça com muita saúde, com todos esses cachinhos e esse sorriso gostoso de ver!


ai ai ai filhote de amiga-amada é sempre um pedacinho da gente também. né não?